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imaginário cor de rosa

A história que nossas bonecas não contavam.



​​"Na minha cabeça há milhões de alfinetes fincados.
Às vezes, sem querer, esbarro a mão neles e inflamo. ​

Não vivo, ardo." (O Ser-se)



Por meio dos brinquedos infantis, as meninas são


introduzidas num universo povoado por príncipes


encantados e bonecas de corpos perfeitos. Entre Barbies


e fantasias de princesa, as crianças vão construindo um


ideal feminino impossível de se concretizar. Seria esse


imaginário cor de rosa a fonte de tanta frustração nas 


mulheres adultas? E se, em vez disso, as crianças


fossem​ estimuladas a lidar com dificuldades da vida


real? E se elas fossem confrontadas com os desafios da


vida contemporânea? Num desdobramento do romance


O Ser-se, de Júnia Azevedo, em parceria com o fotógrafo


Diogo Calil, essa é uma reflexão sobre o processo de


formação do imaginário feminino contemporâneo por


meio da brincadeira de boneca.

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QUARTO DE HIPÓLITA

EXPOSIÇÃO NO ESPAÇO CULTURAL CORREIOS NITERÓI

Descubra os mistérios do "Quarto de Hipólita", de 7 de julho a 8 de setembro.

 

Em breve, um desdobramento do trabalho apresentado estará na exposição "Quarto de Hipólita", no Espaço Cultural Correios Niterói. Serão exibidas cerca de 30 obras, entre objetos, fotos e vídeo, numa reflexão sobre beleza, moda, comportamento, consumismo etc. A curadoria é de Lia do Rio.

 

Espaço Cultural Correios Niterói
Av. Visconde do Rio Branco, 481- Centro  (em frente à estação das barcas)  - Niterói
Tel.: 21 2622-3200
Entrada franca
Fotos: Diogo Calil
Iluminação: Carlos Lafert

www.correios.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

EXPOSIÇÃO NO MIDRASH CENTRO CULTURAL 

 

 

Uma pequena amostra do trabalho de arte apresentado aqui com bonecas do tipo Barbie esteve em exposição no Midrash Centro Cultural, no Rio de Janeiro, de 22 de novembro a 14 de dezembro de 2017. Numa reflexão sobre os recentes episódios de censura a exposições de arte, a mostra, com curadoria de Lia do Rio, foi um convite a refletir sobre o que de fato é obsceno hoje. 

 







"A cultura dominante deseja fingir, particularmente no que se refere às crianças, que o lado obscuro do homem não existe, e professa a crença num aprisionamento otimista. A própria psicanálise é encarada como tendo o propósito de tornar a vida fácil - mas não foi isso que o seu fundador pretendeu... A prescrição de Freud é de que só lutando corajosamente contra o que aparentam ser desvantagens esmagadoras o homem consegue extrair um sentido da sua existência."


(Bruno Bettelheim, A Psicanálise dos Contos de Fadas)

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